Vamos dar a despedida

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Quase cinco anos após a comemoração dos cinco anos de atividades do Teatro Descalço, venho a público escrever esta “carta de despedida” deste grupo que deixou de exercer suas atividades em algum momento impreciso entre 2011 e 2012, embora tenha dado seus últimos suspiros em junho de 2013, com apresentações no SESC São Carlos e no Shopping Iguatemi São Carlos.
Despedidas de qualquer natureza e enterros não são o meu forte. Escrevi e reescrevi este texto de 2013 para cá algumas vezes, mas passado este tempo acho que meu período de luto – costuma ser de dois anos para coisas e pessoas realmente significativos – já se cumpriu. O Teatro Descalço brotou espontaneamente da ONG Ramudá e tentamos seguir o lema da entidade: “A demanda é grande; a caminhada é longa, mas a perseverança é vantajosa”. Houve perseverança, mas quando esta começou a se delinear com feições de teimosia, chegamos ao fim da cena.
Foi no Projeto Ler Teatro da ONG Ramudá a primeira vez na vida que ganhei dinheiro com arte. Depois disso, tanta coisa maravilhosa desde sorrisos de crianças pobres até encontro com gente realmente importante (no sentido mais profundo dessa palavra), passando por desencontros, aprendizados, lágrimas, suor e esta extensa lista de coisas que “não há dinheiro que pague”, somada à lista de sonhos coletivos que ficaram por realizar… Tudo isso passou, para deixar nascer o novo e dar o tempo da germinação das sementes invisíveis que espalhamos por todo lado.
Neste inverno seco de 2015, peço licença para despedir-me e agradecer a todos que emprestaram sua voz, seu corpo, sua memória e sua coragem a este grupo que fica a partir de então, terminantemente extinto.

E aí vai um poeminha para finalizar esta etapa:

Pisei o chão batido
Estava descalça e em cena:
Vi a lágrima da avó,
A surpresa da professora,
E a malícia do rapaz.
Ouvi o pensamento do velho,
A reclamação do ator,
A queda de uma árvore de outro tempo.
Senti meu nariz conduzir meu corpo,
A dor de Prometeu
A cabeça vazia com um texto todinho fluindo nos dedos.

Pisei lugar que nem existe
Fui e voltei num lampejo
Essa mágica que vem de
A gente ter a humildade
De se deixar tomar por um personagem:
Fui mãe, preta, índia, ar, narrador, moleque…
Fiz nascer e morrer muita coisa
Em plena cena, em plena rua

A cara coberta de tinta
A alma destampada
Para a mesura final
Tentei me lembrar do último aplauso.

Daniela Soledade

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Palhaçada no Plantio no Sustenta Sanca SESC 2013

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O segundo dia do Sustenta Sanca para o Teatro Descalço foi numa manhã gostosa de domingo de junho. As manhãs de domingo no SESC São Carlos sempre são cheias de atrações para a família. Todo mundo bem disposto a participar de uma ‘aula de anatomia plantal’ com os palhaços, o evento foi um sucesso, como você pode conferir nas fotos da Andréia Tuvani.

ficha técnica

ideia original: Daniela Soledade e Iúri Gebara

elenco: Daniela Soledade, Matheus Migliato e Max Vieira (músico)

fotos: Andréia Tuvani

produção executiva: Jonatan Sampaio

Cabe ainda registrar que participamos nesse mesmo dia, um pouco mais cedo, de uma apresentação para crianças da periferia da cidade no Teatro de Bolso da UFSCar. Também lá a apresentação foi bem legal, embora não tenhamos o registro em fotos, guardamos no coração o sorriso da criançada.

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Palhaçada no Plantio – SESC – 2013

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Nas fotos acima você acompanha a apresentação do Teatro Descalço no SESC São Carlos no evento Sustenta Sanca em comemoração ao mês do meio ambiente que contou também com outras entidades como ONG Veracidade, ECO Sol e Veredas.

O Descalço apresentou a esquete ‘Palhaçada no Plantio’ na qual 3 palhaços explicam com ajuda do público, a ‘anatomia plantal’ .

ficha técnica

ideia original: Iúri Gebara e Daniela Soledade

elenco: Max Vieira, Matheus Migliato e Daniela Soledade (palhaço Didjei, Mortadela e PalhaçaDinha)

fotos: Ana Cristina Campos

produção executiva: Jonatan Sampaio

 

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Mais uma do Fogo versão 2013!

IMG_8602 IMG_8613 IMG_8620 IMG_8650 IMG_8653 IMG_8654IMG_8671 IMG_8673 IMG_8697Tivemos algumas apresentações da peça “Mais uma do Fogo!” agora em 2013. Foram duas apresentações no Shopping Iguatemi São Carlos com produção do grupo e da Cia TPK no dia 09/06/13 no projeto “Domingo é Dia de Teatro”. O projeto traz duas apresentações teatrais gratuitas todos os domingos, às 15h e às 17h. Confira as fotos acima.

Dia 11/06/13 foi a vez do Descalço visitar São José do Rio Pardo, participando da programação do Circuito Cultural 2013 na Fábrica de Expressão. Foram duas apresentações da peça e mais uma intervenção interativa com as crianças das escolas da cidade que compareceram em peso para prestigiar o evento.

Na nova montagem, a peça ficou um pouco mais longa, aumentando os momentos de interação com a plateia. A nova versão parece ter caído no agrado do público.

Ficha Técnica:

Direção Geral: Marco Madeira

Elenco: Ana Cristina Campos, Daniela Soledade e Dani Busatto

Músicos: Max Vieira e Alexandre Leal

Produção: Jonatan Sampaio e Janaina Chelo Amaral

Fotografia e iluminação: Andreia Tuvani

Texto original: Cesar A. Sante, Daniela Soledade e Sônia M. Pinheiro

Confira as fotos das apresentações!

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Sonhos Voadores no Ponto de Cultura

Neste sábado, dia 10 de novembro de 2012, o Ponto de Cultura Encontralhaços realizou o Segundo Encontro do Primeiro Ciclo de Encontros, contamos com a participação de representantes dos grupos: Cia TPK, Teatro Descalço, Trupe Palhasence e Grupo Amor em Gotas.  Presenças de Daniele Busatto, André Luis Martins, Daniela da Silva, Cinthya Santos, Cristiane Vale, Janaina Chelo Amaral Galdi, Andreia Tuvani e Gabriel Carlos Elias Pedroso. O Daniel Perdigão apareceu no finalzinho do dia.

Nesse encontro realizamos vários SONHOS, escutamos os pássaros e sentimos o cheiro de terra molhada, dançamos de rosto coladinho, assistimos um filme 6D, conhecemos palhaços do mundo todo, tivemos uma aula de matemática com um professor pra lá de atrapalhado, nadamos numa lagoa cor de rosa, voamos no Olimpo, construímos a casa própria, voamos como o trapezista, dançamos, cantamos, brincamos e durante 4 horas estivemos na companhia de maravilhosas pessoas, pudemos trocar desejos, expectativas e sonhos. Foi uma delícia!!!

Aproveitando essa animação decidimos participar do Ocupa PB (Ocupação Artística da sede do grupo de teatro Preto no Branco) no dia 23 de novembro, sexta feira a noite, com alguma intervenção coletiva com nossos palhaços. Quem tiver interesse em participar e só chegar no dia 20 de novembro, terça feira, as 18h na ONG Ramudá, quando marcamos um Terceiro Encontro para combinarmos e ensaiarmos juntos.

Para organizarmos melhor essa palhaçada, por favor confirmar sua participação no ensaio (dia 20) e na intervenção (dia 23) via e-mail: secretaria.ramuda@hotmail.com ou pelo telefone da ONG Ramudá (16) 3371-9791.

 

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Ser índio, ser brasileiro

Andei pela rede virtual buscando contato com Sávia Dumont e Daniel Munduruku, autores dos livros que usamos na última montagem do Teatro Descalço. O espetáculo “Cara Pálida e Nariz Vermelho”, começou a ser concebido no meio deste ano, a partir de um desejo de divulgar através do teatro a literatura indígena e cultura dos diferentes povos que formam a cultura brasileira.

Há cerca de dois anos, trabalhei na escola Arthur Natalino Deriggi, oferecendo uma oficina de máscaras africanas para o Ensino Fundamental e EJA. As oficinas aconteciam nas dependências da Escola do Futuro, equipada com biblioteca e sala de computadores. Foi nessa biblioteca que descobri os livros de Daniel Munduruku e li todos que pude. Escrevendo, ele tem a fluência da fala de professor.

A idéia da montagem de “Cara Pálida e Nariz Vermelho” é ser como uma conversa sobre as impressões que as pessoas tem sobre as culturas indígenas. Além de apresentar os livros, há o momento de conversa:

– Que histórias você ouviu na escola sobre os portugueses que vieram pra cá?

– Que histórias você ouviu na escola sobre os índios que viveram aqui?

– É verdade que todo índio anda pelado?

 Não há certo e errado para estas respostas da plateia. O conto de Sávia Dumont “Os meninos que viraram estrelas” é apenas falado e emociona muito.

Estudar as culturas indígenas brasileiras é encantador e apaixonante porque começamos a perceber por dentro essa ingenuidade, essa simplicidade e essa força de resistência.  Encontramos ecos destas vozes em algum lugar muito secreto de dentro de nós.

Estar junto de índios e estar junto da natureza é a mesma coisa.

É muito corrente o discurso de que todo brasileiro é meio índio, meio negro e meio “branco”.  Procurar vivenciar isso estando em cena é como experimentar por baixo da cor da pele o que é ser brasileiro.

Daniela Soledade

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Como sonha seu palhaço?

Seguindo nas atividades do Ponto de Cultura Encontralhaços, no próximo 10/11/12 haverá um encontro de artistas presentes passados e futuros. Nesta ocasião, quem aparecer lá pela sede da ONG Ramudá na Chácara Santa Rosa, vai poder brincar de colocar o nariz vermelho e sonhar junto em meio a bexigas e o canto dos pássaros.

Quantos palhaços são necessários para se trocar uma lâmpada?Quantos palhaços são necessários para se fazer um bloco de carnaval de rua? Quantos palhaços são necessários para destravar um sorriso? Na tentativa de responder a estas intrigantes questões e outras que por ventura possam emergir, será realizado este encontro.

É grátis! Todo mundo convidado!

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